AS MARGENS DA POESIA
Espírito-ossos-carne
Em delicado entrelaçamento.

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September 16th, 10:03am 2 notes
Notei que no cadeado estão gravadas as iniciais de duas pessoas e também uma data. 
Com o mar azul enquadrando tudo (a mim e àquele cadeado), sentei no chão e sonhei com o que poderia ter sido aquele momento, para aquelas duas pessoas. Então sorri.

Notei que no cadeado estão gravadas as iniciais de duas pessoas e também uma data.
Com o mar azul enquadrando tudo (a mim e àquele cadeado), sentei no chão e sonhei com o que poderia ter sido aquele momento, para aquelas duas pessoas. Então sorri.

August 15th, 9:02am
#tolerance

#tolerance

June 20th, 4:51pm

"Ser é ser percebido. Então, conhecer-se a si mesmo é possível somente através dos olhos de outra pessoa. A natureza de nossas vidas imortais é consequência de nossas palavras e atos, que continuam e se estendem através de todo o Tempo. Nossas vidas não são nossas; do ventre ao túmulo estamos conectados a outras pessoas, do passado e do presente, e por cada crime e cada ato de bondade, fazemos nascer nosso futuro."

(Somni-451, personagem do livro “Cloud Atlas”, escrito por David Mitchell e publicado em 2004.)

No livro / filme, Somni-451 é uma pessoa criada pela indústria genética para ser garçonete de uma rede de fast-food numa Coréia do futuro. Ela descobre o cruel desfecho que seus semelhantes possuem (são assassinadas e convertidas em alimento para às gerações mais novas). Ela tem a oportunidade de se aliar a um movimento revolucionário e dar a sua vida para que a verdade seja dita a todo o mundo e ecoar através do tempo, até um futuro distante quando a Terra tiver mudado completamente. Então, suas palavras já se tornaram sagradas, e ela é lembrada como uma deusa.

(Qualquer semelhança com a interpretação que temos com os dizeres sábios de Jesus Cristo, Buda ou similares é mera semelhança).

Sempre que vejo esse filme, fico muito emocionado. Apesar de ser ficção científica e a maquiagem ser bem ruim, possui um viés *muito* espiritualizado. Recomendo muito.

May 26th, 10:36am
ANTAGONISTA

Frente-a-frente as verdades, é o costume;
E em meio aos dois, o mais é quatro
- Quem poderia entender?
O que é meu não pertence aos outros,
Muito menos a você!

Se o bem e o mal estão dispostos, eu me convenço:
Desejar o desejo alheio - por quê não?
Às três da tarde te resta apenas a TV.
Mas sou muito mais que isso:
Não sou mais como você…

Vento no rosto ladeira abaixo, outra cidade.
Tudo o que sou, por um instante eu vejo.
Mil vitórias inevitáveis quero viver;
Mesmo que isso me custe tudo.
Mesmo longe de você.

JT

ANTAGONISTA

Frente-a-frente as verdades, é o costume;
E em meio aos dois, o mais é quatro
- Quem poderia entender?
O que é meu não pertence aos outros,
Muito menos a você!

Se o bem e o mal estão dispostos, eu me convenço:
Desejar o desejo alheio - por quê não?
Às três da tarde te resta apenas a TV.
Mas sou muito mais que isso:
Não sou mais como você…

Vento no rosto ladeira abaixo, outra cidade.
Tudo o que sou, por um instante eu vejo.
Mil vitórias inevitáveis quero viver;
Mesmo que isso me custe tudo.
Mesmo longe de você.

JT

May 22nd, 11:19pm 1 note
PROTOESTRELA

Quem saberá quais os caminhos que virão
A desenrolar-se sob os pés do peregrino?
Palavras duras que arrebatam o coração
Não bastarão para que a verdade se omita.

E a seguir, o que virá a acontecer
Permeará os interstícios como profecia.
E jamais lúgubre, insensível ou perene
- É Perfeito-estanque, Onipresente, Infinito.

Assim relapso, perco o passo dos instantes
E ao redor, todos eles regozijo.
Por fora: gravidade e moção estonteantes;
Enquanto dentro, sou parte Estrela - e brilho!

JT


Protoestrela: é o período anterior ao nascimento da estrela, quando a nuvem de hidrogênio começa a se contrair devido à atração gravitacional. (Fonte: Wikipédia)

(Imagem: Conceito de um artista para uma estrela de nêutrons dentro dos remanescentes da supernova Cassiopéia A. Créditos da Imagem: NASA/CXC/M. Weiss)

PROTOESTRELA

Quem saberá quais os caminhos que virão
A desenrolar-se sob os pés do peregrino?
Palavras duras que arrebatam o coração
Não bastarão para que a verdade se omita.

E a seguir, o que virá a acontecer
Permeará os interstícios como profecia.
E jamais lúgubre, insensível ou perene
- É Perfeito-estanque, Onipresente, Infinito.

Assim relapso, perco o passo dos instantes
E ao redor, todos eles regozijo.
Por fora: gravidade e moção estonteantes;
Enquanto dentro, sou parte Estrela - e brilho!

JT


Protoestrela: é o período anterior ao nascimento da estrela, quando a nuvem de hidrogênio começa a se contrair devido à atração gravitacional. (Fonte: Wikipédia)

(Imagem: Conceito de um artista para uma estrela de nêutrons dentro dos remanescentes da supernova Cassiopéia A. Créditos da Imagem: NASA/CXC/M. Weiss)

March 11th, 5:57pm
CARNAVAL

Suor e pele, fantasias
- Não sei mais o que fazer;
Alegoricamente perdido
Até a multidão espairecer.

Já não há mais amanhã:
Na avenida, de peito aberto,
Minha força de vontade é vã;
A força de meu corpo, objeto.

Anonimato rente à carne,
Gosto e cheiro: ímpares.
E eternamente estagnado
Numa quarta-feira de cinzas,

Meu grito é mudo - mas desfilo;
Sambemos juntos o Carnaval!
Sobre confete e serpentina,
Toda mentira é natural.

Rodam as cores, roda a vida,
Roda tudo em meu coração.
O que eu sou ninguém explica;
O feriado passa - o silêncio não.


JT

CARNAVAL

Suor e pele, fantasias
- Não sei mais o que fazer;
Alegoricamente perdido
Até a multidão espairecer.

Já não há mais amanhã:
Na avenida, de peito aberto,
Minha força de vontade é vã;
A força de meu corpo, objeto.

Anonimato rente à carne,
Gosto e cheiro: ímpares.
E eternamente estagnado
Numa quarta-feira de cinzas,

Meu grito é mudo - mas desfilo;
Sambemos juntos o Carnaval!
Sobre confete e serpentina,
Toda mentira é natural.

Rodam as cores, roda a vida,
Roda tudo em meu coração.
O que eu sou ninguém explica;
O feriado passa - o silêncio não.


JT

March 1st, 10:22am 1 note
POTENTIA

Nos meus braços força constante, não posso evitar
esta corrente brutal, as partes elétricas.
Elas mudam meu corpo de dentro para fora;
alteram meus ritmos, ignoram-nos:
definem em mim a veia mais poética.

O tempo e o espaço estão circunscritos
na razão de meus passos - quando eu desejar;
Profusão de incertezas, o mais puro atrito!
Incendeiam-se os ossos e o ar que respiro,
materializam-se sonhos onde haverei de afogar-me.

Em absoluto silêncio experimento vertigens,
dolosos prazeres, emoções salutares.
Agitadamente vulcão, erupção dos sentidos!
Funcionalmente: o maior dos sacrifícios;
Metaforicamente: o mais forte dos braços.



JT

Imagem: Anatomia dos ligamentos e músculos do braço, 1804. Biblioteca Wellcome, Londres.

POTENTIA

Nos meus braços força constante, não posso evitar
esta corrente brutal, as partes elétricas.
Elas mudam meu corpo de dentro para fora;
alteram meus ritmos, ignoram-nos:
definem em mim a veia mais poética.

O tempo e o espaço estão circunscritos
na razão de meus passos - quando eu desejar;
Profusão de incertezas, o mais puro atrito!
Incendeiam-se os ossos e o ar que respiro,
materializam-se sonhos onde haverei de afogar-me.

Em absoluto silêncio experimento vertigens,
dolosos prazeres, emoções salutares.
Agitadamente vulcão, erupção dos sentidos!
Funcionalmente: o maior dos sacrifícios;
Metaforicamente: o mais forte dos braços.

JT

Imagem: Anatomia dos ligamentos e músculos do braço, 1804. Biblioteca Wellcome, Londres.

February 24th, 8:00pm

PERVERSIDADE

Passivamente cruel, essa perversidade:
Manifestação macabra do meu querer.
O meu desejo traz o teu desastre,
Mas tu não sabes porque não queres ver.

Sangue é o preço das decisões que fazes
Por me humilhares, por dizeres não.
E meus pés vão presos; e a tua face
É uma triste máscara de solidão.

O teu prazer é teu, mas é também recalque
- A mais vã defesa que já existiu.
O maior dos erros que já abraçaste:
Lamentável sonho de amor vazio.

Os teus anseios e os teus impasses
Já não me são mais caros, ah, meu bem-querer.
De ti eu vejo o que todos sabem,
Mas não têm coragem de te dizer.

Uma tentação latente que quando nasce,
Nos percorre o corpo numa fração de tempo.
Dali em diante, nada mais se sabe:
Somente estranhos estremecimentos.


JT

February 13th, 7:10pm
VODU

Vacilam sobre o altar desejos de vitória,
Pensamentos hediondos que vi nascer.
Brotaram da inveja como uma rosa
No orvalho da manhã.

Lançado o encanto, infalível agulha;
Sacrifícios em pensamento.
Desastres subjetivos:
Faço magia negra.

Voluptuoso ofereço-me a entidades,
Tenho sangue inocente nas mãos.
Em silêncio, os olhos dizem tudo,
Mergulho de corpo e alma.

Cármico final me aguarda:
Os joelhos tremem, a voz falha, o amor vacila.
Cinco minutos, pés descalços, um passo adiante:
Tenho tua vida em minhas mãos.


JT

Imagem: Google

VODU

Vacilam sobre o altar desejos de vitória,
Pensamentos hediondos que vi nascer.
Brotaram da inveja como uma rosa
No orvalho da manhã.

Lançado o encanto, infalível agulha;
Sacrifícios em pensamento.
Desastres subjetivos:
Faço magia negra.

Voluptuoso ofereço-me a entidades,
Tenho sangue inocente nas mãos.
Em silêncio, os olhos dizem tudo,
Mergulho de corpo e alma.

Cármico final me aguarda:
Os joelhos tremem, a voz falha, o amor vacila.
Cinco minutos, pés descalços, um passo adiante:
Tenho tua vida em minhas mãos.


JT

Imagem: Google

January 30th, 8:04pm
ATLAS

Halterofilista de pesos metafísicos
(os mais pesados que alguém já conheceu),
meu coração, contraditório, resiste às milhas,
e bate longe de um grande amor que já foi meu.

Palavras velhas, escritas noutro tipo de papel,
sinfonias de Beethoven que nunca iremos olvidar.
Nos ombros Atlas carrega a abóbada de meu céu,
quando nem a mim mesmo esta torpeza permite carregar.

E que venham de uma só vez as calamidades!
pois é serena e insustentável a leveza de meu ser.
Estrelas riscam o céu até que, cedo ou tarde,
pesadas caem longe, onde ninguém mais as pode ver.

Pelos caminhos inevitáveis da singularidade,
ou por outros curvos, a que ninguém cabe conhecer,
além de mim tudo projeto, para que nunca se me acabe
o privilégio de viver o sexo e aceitá-lo como é.


JT


Poema inspirado em trechos do livro: “A Insustentável Leveza do Ser”, escrito pelo escritor checo Milan Kundera, publicado em 1984.

Atlas na mitologia grega é o titã condenado por Zeus a sustentar a abóboda dos céus para sempre. (Wikipédia)

Imagem: “Atlas e as Hespérides”, pintada em óleo sobre tela por John Singer Sargent nos anos 1922-25. Hoje está exposta no Museu de Belas Artes de Boston, EUA. Fonte: http://www.wikipaintings.org/.

ATLAS

Halterofilista de pesos metafísicos
(os mais pesados que alguém já conheceu),
meu coração, contraditório, resiste às milhas,
e bate longe de um grande amor que já foi meu.

Palavras velhas, escritas noutro tipo de papel,
sinfonias de Beethoven que nunca iremos olvidar.
Nos ombros Atlas carrega a abóbada de meu céu,
quando nem a mim mesmo esta torpeza permite carregar.

E que venham de uma só vez as calamidades!
pois é serena e insustentável a leveza de meu ser.
Estrelas riscam o céu até que, cedo ou tarde,
pesadas caem longe, onde ninguém mais as pode ver.

Pelos caminhos inevitáveis da singularidade,
ou por outros curvos, a que ninguém cabe conhecer,
além de mim tudo projeto, para que nunca se me acabe
o privilégio de viver o sexo e aceitá-lo como é.


JT


Poema inspirado em trechos do livro: “A Insustentável Leveza do Ser”, escrito pelo escritor checo Milan Kundera, publicado em 1984.

Atlas na mitologia grega é o titã condenado por Zeus a sustentar a abóboda dos céus para sempre. (Wikipédia)

Imagem: “Atlas e as Hespérides”, pintada em óleo sobre tela por John Singer Sargent nos anos 1922-25. Hoje está exposta no Museu de Belas Artes de Boston, EUA. Fonte: http://www.wikipaintings.org/.

January 20th, 2:38pm
PRÍNCIPE 

Se as maneiras são boas 
e a tarde, muy linda; 
Mas o sorriso dele incomoda 
e o seu encanto te irrita, 

Talvez não pareça o que seja, 
ou ele apenas não seja tão forte. 
Quem saberia ao certo dizer 
o segredo desse homem? 

Talvez tenha sido pretexto, 
ou te confundiram com outro. 
Quem sabe tenha havido desejo 
por outra pessoa, nesse corpo! 

Por um momento, sem brilho, 
deixou-te à deriva e sem chão. 
Pareceu-te um homem incrível, 
mas sequer segurou tua mão… 

E sonhaste maravilhas. 
que viveriam lado a lado. 
Mas contra esse tipo de magia 
Tiveste o teu corpo fechado: 

Em olhos de um verde infinito 
parecia o destino consumado. 
Quem diria que o teu príncipe 
não passaria de um sapo? 


JT 


(Imagem: google imagens)

PRÍNCIPE

Se as maneiras são boas
e a tarde, muy linda;
Mas o sorriso dele incomoda
e o seu encanto te irrita,

Talvez não pareça o que seja,
ou ele apenas não seja tão forte.
Quem saberia ao certo dizer
o segredo desse homem?

Talvez tenha sido pretexto,
ou te confundiram com outro.
Quem sabe tenha havido desejo
por outra pessoa, nesse corpo!

Por um momento, sem brilho,
deixou-te à deriva e sem chão.
Pareceu-te um homem incrível,
mas sequer segurou tua mão…

E sonhaste maravilhas.
que viveriam lado a lado.
Mas contra esse tipo de magia
Tiveste o teu corpo fechado:

Em olhos de um verde infinito
parecia o destino consumado.
Quem diria que o teu príncipe
não passaria de um sapo?


JT


(Imagem: google imagens)

January 3rd, 10:33pm
Solstício

Primavera volta-e-meia,
O solstício é um retorno.
Minha redenção vem com as ondas
E livre é meu coração.

Em posição cartesiana
Delimitam-se os espaços.
Mas meu equinócio é finito:
São os ventos do verão.

Marés de sonho, e mergulham estrelas
No silêncio desta noite.
Incontáveis, luzidias:
Minha constelação particular.

E tudo intenso! vem e revolve
As entranhas íngremes do meu ser.
Minhas paredes eu ponho abaixo:
Não se acanhe se te deixo entrar

Sem precisar bater.


JT


(Imagem: nascer do Sol durante o solstício de verão em Stonehenge, Inglaterra. Fonte: Wikipédia)

Solstício

Primavera volta-e-meia,
O solstício é um retorno.
Minha redenção vem com as ondas
E livre é meu coração.

Em posição cartesiana
Delimitam-se os espaços.
Mas meu equinócio é finito:
São os ventos do verão.

Marés de sonho, e mergulham estrelas
No silêncio desta noite.
Incontáveis, luzidias:
Minha constelação particular.

E tudo intenso! vem e revolve
As entranhas íngremes do meu ser.
Minhas paredes eu ponho abaixo:
Não se acanhe se te deixo entrar

Sem precisar bater.


JT


(Imagem: nascer do Sol durante o solstício de verão em Stonehenge, Inglaterra. Fonte: Wikipédia)

November 30th, 5:21pm
PLÊIADES

Dissonante contraste
Em declínio-horizonte;
Mas as nuvens não fazem
Paisagem de longe…

Impedância e ouvidos:
Seguro-te a mão.
E delicado equilíbrio
Nos trás direção.

Pois na escala das órbitas
Revolvem os planetas.
Mas de palavras sólidas
Minha translação já foi feita:

Em supernova explodem
Elementos pesados,
Substâncias de mim
E mil derivados.

Um oceano de estrelas,
Inimagináveis distâncias;
Revolução-universo
Que espíritos cantam.

E para sempre inteiro,
Nasci de versos sabido.
- Mero mensageiro -
Disfarço o peso, e escrevo,

Estas palavras, ao vento,
De conhecimento antigo.


JT

PLÊIADES

Dissonante contraste
Em declínio-horizonte;
Mas as nuvens não fazem
Paisagem de longe…

Impedância e ouvidos:
Seguro-te a mão.
E delicado equilíbrio
Nos trás direção.

Pois na escala das órbitas
Revolvem os planetas.
Mas de palavras sólidas
Minha translação já foi feita:

Em supernova explodem
Elementos pesados,
Substâncias de mim
E mil derivados.

Um oceano de estrelas,
Inimagináveis distâncias;
Revolução-universo
Que espíritos cantam.

E para sempre inteiro,
Nasci de versos sabido.
- Mero mensageiro -
Disfarço o peso, e escrevo,

Estas palavras, ao vento,
De conhecimento antigo.


JT

October 26th, 6:25pm
Introspecção 

Um sopro sobre a alma do poeta:
“Sois feito de palavras?”
“Não, sou feito de pensamento.”

Sobre o chão, atirados, sonhos;
À flor da pele, segredos;
Sob o céu, o mar.

O vai e vem das ondas é o que sei de mim;
O sopro do vento é para onde vou.
Nada mais.


JT

Introspecção

Um sopro sobre a alma do poeta:
“Sois feito de palavras?”
“Não, sou feito de pensamento.”

Sobre o chão, atirados, sonhos;
À flor da pele, segredos;
Sob o céu, o mar.

O vai e vem das ondas é o que sei de mim;
O sopro do vento é para onde vou.
Nada mais.


JT

October 21st, 10:03am
O ESTRANGEIRO

Malefício-madrugada
Quando o sono inda não veio;
Pensamentos aos milhares
- Ou seriam pesadelos?

Em solitude galáctica,
Os movimentos paraliso:
Eu evito tropeçar
Na escuridão de meu abismo.

Demarco todas as fronteiras, 
Provisões providencio;
Os instantes armazeno
No compartimento mais íntimo.

Inconsequência: alimento;
Loucura, líquido.
Substâncias e segredos
Em meus ossos escondidos.

Viajo por outras estradas,
Para outros mares me retiro;
E rimo tudo: céu, terra e água,
Rumo ao desconhecido.

Estas terras não têm dono;
Nem estes mares, marinheiro.
Afundo em sonhos, eu me afogo…
Serei sempre um estrangeiro.


JT

O ESTRANGEIRO

Malefício-madrugada
Quando o sono inda não veio;
Pensamentos aos milhares
- Ou seriam pesadelos?

Em solitude galáctica,
Os movimentos paraliso:
Eu evito tropeçar
Na escuridão de meu abismo.

Demarco todas as fronteiras,
Provisões providencio;
Os instantes armazeno
No compartimento mais íntimo.

Inconsequência: alimento;
Loucura, líquido.
Substâncias e segredos
Em meus ossos escondidos.

Viajo por outras estradas,
Para outros mares me retiro;
E rimo tudo: céu, terra e água,
Rumo ao desconhecido.

Estas terras não têm dono;
Nem estes mares, marinheiro.
Afundo em sonhos, eu me afogo…
Serei sempre um estrangeiro.


JT