AS MARGENS DA POESIA
Espírito-ossos-carne
Em delicado entrelaçamento.

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March 11th, 5:57pm
CARNAVAL

Suor e pele, fantasias
- Não sei mais o que fazer;
Alegoricamente perdido
Até a multidão espairecer.

Já não há mais amanhã:
Na avenida, de peito aberto,
Minha força de vontade é vã;
A força de meu corpo, objeto.

Anonimato rente à carne,
Gosto e cheiro: ímpares.
E eternamente estagnado
Numa quarta-feira de cinzas,

Meu grito é mudo - mas desfilo;
Sambemos juntos o Carnaval!
Sobre confete e serpentina,
Toda mentira é natural.

Rodam as cores, roda a vida,
Roda tudo em meu coração.
O que eu sou ninguém explica;
O feriado passa - o silêncio não.


JT

CARNAVAL

Suor e pele, fantasias
- Não sei mais o que fazer;
Alegoricamente perdido
Até a multidão espairecer.

Já não há mais amanhã:
Na avenida, de peito aberto,
Minha força de vontade é vã;
A força de meu corpo, objeto.

Anonimato rente à carne,
Gosto e cheiro: ímpares.
E eternamente estagnado
Numa quarta-feira de cinzas,

Meu grito é mudo - mas desfilo;
Sambemos juntos o Carnaval!
Sobre confete e serpentina,
Toda mentira é natural.

Rodam as cores, roda a vida,
Roda tudo em meu coração.
O que eu sou ninguém explica;
O feriado passa - o silêncio não.


JT

March 1st, 10:22am 1 note
POTENTIA

Nos meus braços força constante, não posso evitar
esta corrente brutal, as partes elétricas.
Elas mudam meu corpo de dentro para fora;
alteram meus ritmos, ignoram-nos:
definem em mim a veia mais poética.

O tempo e o espaço estão circunscritos
na razão de meus passos - quando eu desejar;
Profusão de incertezas, o mais puro atrito!
Incendeiam-se os ossos e o ar que respiro,
materializam-se sonhos onde haverei de afogar-me.

Em absoluto silêncio experimento vertigens,
dolosos prazeres, emoções salutares.
Agitadamente vulcão, erupção dos sentidos!
Funcionalmente: o maior dos sacrifícios;
Metaforicamente: o mais forte dos braços.



JT

Imagem: Anatomia dos ligamentos e músculos do braço, 1804. Biblioteca Wellcome, Londres.

POTENTIA

Nos meus braços força constante, não posso evitar
esta corrente brutal, as partes elétricas.
Elas mudam meu corpo de dentro para fora;
alteram meus ritmos, ignoram-nos:
definem em mim a veia mais poética.

O tempo e o espaço estão circunscritos
na razão de meus passos - quando eu desejar;
Profusão de incertezas, o mais puro atrito!
Incendeiam-se os ossos e o ar que respiro,
materializam-se sonhos onde haverei de afogar-me.

Em absoluto silêncio experimento vertigens,
dolosos prazeres, emoções salutares.
Agitadamente vulcão, erupção dos sentidos!
Funcionalmente: o maior dos sacrifícios;
Metaforicamente: o mais forte dos braços.

JT

Imagem: Anatomia dos ligamentos e músculos do braço, 1804. Biblioteca Wellcome, Londres.

February 24th, 8:00pm

PERVERSIDADE

Passivamente cruel, essa perversidade:
Manifestação macabra do meu querer.
O meu desejo traz o teu desastre,
Mas tu não sabes porque não queres ver.

Sangue é o preço das decisões que fazes
Por me humilhares, por dizeres não.
E meus pés vão presos; e a tua face
É uma triste máscara de solidão.

O teu prazer é teu, mas é também recalque
- A mais vã defesa que já existiu.
O maior dos erros que já abraçaste:
Lamentável sonho de amor vazio.

Os teus anseios e os teus impasses
Já não me são mais caros, ah, meu bem-querer.
De ti eu vejo o que todos sabem,
Mas não têm coragem de te dizer.

Uma tentação latente que quando nasce,
Nos percorre o corpo numa fração de tempo.
Dali em diante, nada mais se sabe:
Somente estranhos estremecimentos.


JT

February 13th, 7:10pm
VODU

Vacilam sobre o altar desejos de vitória,
Pensamentos hediondos que vi nascer.
Brotaram da inveja como uma rosa
No orvalho da manhã.

Lançado o encanto, infalível agulha;
Sacrifícios em pensamento.
Desastres subjetivos:
Faço magia negra.

Voluptuoso ofereço-me a entidades,
Tenho sangue inocente nas mãos.
Em silêncio, os olhos dizem tudo,
Mergulho de corpo e alma.

Cármico final me aguarda:
Os joelhos tremem, a voz falha, o amor vacila.
Cinco minutos, pés descalços, um passo adiante:
Tenho tua vida em minhas mãos.


JT

Imagem: Google

VODU

Vacilam sobre o altar desejos de vitória,
Pensamentos hediondos que vi nascer.
Brotaram da inveja como uma rosa
No orvalho da manhã.

Lançado o encanto, infalível agulha;
Sacrifícios em pensamento.
Desastres subjetivos:
Faço magia negra.

Voluptuoso ofereço-me a entidades,
Tenho sangue inocente nas mãos.
Em silêncio, os olhos dizem tudo,
Mergulho de corpo e alma.

Cármico final me aguarda:
Os joelhos tremem, a voz falha, o amor vacila.
Cinco minutos, pés descalços, um passo adiante:
Tenho tua vida em minhas mãos.


JT

Imagem: Google

January 30th, 8:04pm
ATLAS

Halterofilista de pesos metafísicos
(os mais pesados que alguém já conheceu),
meu coração, contraditório, resiste às milhas,
e bate longe de um grande amor que já foi meu.

Palavras velhas, escritas noutro tipo de papel,
sinfonias de Beethoven que nunca iremos olvidar.
Nos ombros Atlas carrega a abóbada de meu céu,
quando nem a mim mesmo esta torpeza permite carregar.

E que venham de uma só vez as calamidades!
pois é serena e insustentável a leveza de meu ser.
Estrelas riscam o céu até que, cedo ou tarde,
pesadas caem longe, onde ninguém mais as pode ver.

Pelos caminhos inevitáveis da singularidade,
ou por outros curvos, a que ninguém cabe conhecer,
além de mim tudo projeto, para que nunca se me acabe
o privilégio de viver o sexo e aceitá-lo como é.


JT


Poema inspirado em trechos do livro: “A Insustentável Leveza do Ser”, escrito pelo escritor checo Milan Kundera, publicado em 1984.

Atlas na mitologia grega é o titã condenado por Zeus a sustentar a abóboda dos céus para sempre. (Wikipédia)

Imagem: “Atlas e as Hespérides”, pintada em óleo sobre tela por John Singer Sargent nos anos 1922-25. Hoje está exposta no Museu de Belas Artes de Boston, EUA. Fonte: http://www.wikipaintings.org/.

ATLAS

Halterofilista de pesos metafísicos
(os mais pesados que alguém já conheceu),
meu coração, contraditório, resiste às milhas,
e bate longe de um grande amor que já foi meu.

Palavras velhas, escritas noutro tipo de papel,
sinfonias de Beethoven que nunca iremos olvidar.
Nos ombros Atlas carrega a abóbada de meu céu,
quando nem a mim mesmo esta torpeza permite carregar.

E que venham de uma só vez as calamidades!
pois é serena e insustentável a leveza de meu ser.
Estrelas riscam o céu até que, cedo ou tarde,
pesadas caem longe, onde ninguém mais as pode ver.

Pelos caminhos inevitáveis da singularidade,
ou por outros curvos, a que ninguém cabe conhecer,
além de mim tudo projeto, para que nunca se me acabe
o privilégio de viver o sexo e aceitá-lo como é.


JT


Poema inspirado em trechos do livro: “A Insustentável Leveza do Ser”, escrito pelo escritor checo Milan Kundera, publicado em 1984.

Atlas na mitologia grega é o titã condenado por Zeus a sustentar a abóboda dos céus para sempre. (Wikipédia)

Imagem: “Atlas e as Hespérides”, pintada em óleo sobre tela por John Singer Sargent nos anos 1922-25. Hoje está exposta no Museu de Belas Artes de Boston, EUA. Fonte: http://www.wikipaintings.org/.

January 20th, 2:38pm
PRÍNCIPE 

Se as maneiras são boas 
e a tarde, muy linda; 
Mas o sorriso dele incomoda 
e o seu encanto te irrita, 

Talvez não pareça o que seja, 
ou ele apenas não seja tão forte. 
Quem saberia ao certo dizer 
o segredo desse homem? 

Talvez tenha sido pretexto, 
ou te confundiram com outro. 
Quem sabe tenha havido desejo 
por outra pessoa, nesse corpo! 

Por um momento, sem brilho, 
deixou-te à deriva e sem chão. 
Pareceu-te um homem incrível, 
mas sequer segurou tua mão… 

E sonhaste maravilhas. 
que viveriam lado a lado. 
Mas contra esse tipo de magia 
Tiveste o teu corpo fechado: 

Em olhos de um verde infinito 
parecia o destino consumado. 
Quem diria que o teu príncipe 
não passaria de um sapo? 


JT 


(Imagem: google imagens)

PRÍNCIPE

Se as maneiras são boas
e a tarde, muy linda;
Mas o sorriso dele incomoda
e o seu encanto te irrita,

Talvez não pareça o que seja,
ou ele apenas não seja tão forte.
Quem saberia ao certo dizer
o segredo desse homem?

Talvez tenha sido pretexto,
ou te confundiram com outro.
Quem sabe tenha havido desejo
por outra pessoa, nesse corpo!

Por um momento, sem brilho,
deixou-te à deriva e sem chão.
Pareceu-te um homem incrível,
mas sequer segurou tua mão…

E sonhaste maravilhas.
que viveriam lado a lado.
Mas contra esse tipo de magia
Tiveste o teu corpo fechado:

Em olhos de um verde infinito
parecia o destino consumado.
Quem diria que o teu príncipe
não passaria de um sapo?


JT


(Imagem: google imagens)

January 3rd, 10:33pm
Solstício

Primavera volta-e-meia,
O solstício é um retorno.
Minha redenção vem com as ondas
E livre é meu coração.

Em posição cartesiana
Delimitam-se os espaços.
Mas meu equinócio é finito:
São os ventos do verão.

Marés de sonho, e mergulham estrelas
No silêncio desta noite.
Incontáveis, luzidias:
Minha constelação particular.

E tudo intenso! vem e revolve
As entranhas íngremes do meu ser.
Minhas paredes eu ponho abaixo:
Não se acanhe se te deixo entrar

Sem precisar bater.


JT


(Imagem: nascer do Sol durante o solstício de verão em Stonehenge, Inglaterra. Fonte: Wikipédia)

Solstício

Primavera volta-e-meia,
O solstício é um retorno.
Minha redenção vem com as ondas
E livre é meu coração.

Em posição cartesiana
Delimitam-se os espaços.
Mas meu equinócio é finito:
São os ventos do verão.

Marés de sonho, e mergulham estrelas
No silêncio desta noite.
Incontáveis, luzidias:
Minha constelação particular.

E tudo intenso! vem e revolve
As entranhas íngremes do meu ser.
Minhas paredes eu ponho abaixo:
Não se acanhe se te deixo entrar

Sem precisar bater.


JT


(Imagem: nascer do Sol durante o solstício de verão em Stonehenge, Inglaterra. Fonte: Wikipédia)

November 30th, 5:21pm
PLÊIADES

Dissonante contraste
Em declínio-horizonte;
Mas as nuvens não fazem
Paisagem de longe…

Impedância e ouvidos:
Seguro-te a mão.
E delicado equilíbrio
Nos trás direção.

Pois na escala das órbitas
Revolvem os planetas.
Mas de palavras sólidas
Minha translação já foi feita:

Em supernova explodem
Elementos pesados,
Substâncias de mim
E mil derivados.

Um oceano de estrelas,
Inimagináveis distâncias;
Revolução-universo
Que espíritos cantam.

E para sempre inteiro,
Nasci de versos sabido.
- Mero mensageiro -
Disfarço o peso, e escrevo,

Estas palavras, ao vento,
De conhecimento antigo.


JT

PLÊIADES

Dissonante contraste
Em declínio-horizonte;
Mas as nuvens não fazem
Paisagem de longe…

Impedância e ouvidos:
Seguro-te a mão.
E delicado equilíbrio
Nos trás direção.

Pois na escala das órbitas
Revolvem os planetas.
Mas de palavras sólidas
Minha translação já foi feita:

Em supernova explodem
Elementos pesados,
Substâncias de mim
E mil derivados.

Um oceano de estrelas,
Inimagináveis distâncias;
Revolução-universo
Que espíritos cantam.

E para sempre inteiro,
Nasci de versos sabido.
- Mero mensageiro -
Disfarço o peso, e escrevo,

Estas palavras, ao vento,
De conhecimento antigo.


JT

October 26th, 6:25pm
Introspecção 

Um sopro sobre a alma do poeta:
“Sois feito de palavras?”
“Não, sou feito de pensamento.”

Sobre o chão, atirados, sonhos;
À flor da pele, segredos;
Sob o céu, o mar.

O vai e vem das ondas é o que sei de mim;
O sopro do vento é para onde vou.
Nada mais.


JT

Introspecção

Um sopro sobre a alma do poeta:
“Sois feito de palavras?”
“Não, sou feito de pensamento.”

Sobre o chão, atirados, sonhos;
À flor da pele, segredos;
Sob o céu, o mar.

O vai e vem das ondas é o que sei de mim;
O sopro do vento é para onde vou.
Nada mais.


JT

October 21st, 10:03am
O ESTRANGEIRO

Malefício-madrugada
Quando o sono inda não veio;
Pensamentos aos milhares
- Ou seriam pesadelos?

Em solitude galáctica,
Os movimentos paraliso:
Eu evito tropeçar
Na escuridão de meu abismo.

Demarco todas as fronteiras, 
Provisões providencio;
Os instantes armazeno
No compartimento mais íntimo.

Inconsequência: alimento;
Loucura, líquido.
Substâncias e segredos
Em meus ossos escondidos.

Viajo por outras estradas,
Para outros mares me retiro;
E rimo tudo: céu, terra e água,
Rumo ao desconhecido.

Estas terras não têm dono;
Nem estes mares, marinheiro.
Afundo em sonhos, eu me afogo…
Serei sempre um estrangeiro.


JT

O ESTRANGEIRO

Malefício-madrugada
Quando o sono inda não veio;
Pensamentos aos milhares
- Ou seriam pesadelos?

Em solitude galáctica,
Os movimentos paraliso:
Eu evito tropeçar
Na escuridão de meu abismo.

Demarco todas as fronteiras,
Provisões providencio;
Os instantes armazeno
No compartimento mais íntimo.

Inconsequência: alimento;
Loucura, líquido.
Substâncias e segredos
Em meus ossos escondidos.

Viajo por outras estradas,
Para outros mares me retiro;
E rimo tudo: céu, terra e água,
Rumo ao desconhecido.

Estas terras não têm dono;
Nem estes mares, marinheiro.
Afundo em sonhos, eu me afogo…
Serei sempre um estrangeiro.


JT

October 20th, 9:25pm 1 note
AMULETO

Conforto entre minhas mãos,
Superstição e irraciocínio.
Dormência, ilusão,
Susto e prece, perigo.

Vêm em todos os formatos
pingentes para auxílio
contra desejos mal-desejados
e venturas de amor bandido.

Quaisquer sonhos de liberdade
e promessas de um novo início
ficaram todos pela metade…
Mas tudo o que realizo

vem como castigo ou milagre,
ganha propósito e sentido;
coincidências, fatalidade:
como se tudo já estivesse escrito!

Pois quero apenas liberdade
(a maior loucura que já sonhei sozinho) 
- Tenho um segredo que ninguém sabe:
amuleto que com ninguém divido.


JT

AMULETO

Conforto entre minhas mãos,
Superstição e irraciocínio.
Dormência, ilusão,
Susto e prece, perigo.

Vêm em todos os formatos
pingentes para auxílio
contra desejos mal-desejados
e venturas de amor bandido.

Quaisquer sonhos de liberdade
e promessas de um novo início
ficaram todos pela metade…
Mas tudo o que realizo

vem como castigo ou milagre,
ganha propósito e sentido;
coincidências, fatalidade:
como se tudo já estivesse escrito!

Pois quero apenas liberdade
(a maior loucura que já sonhei sozinho)
- Tenho um segredo que ninguém sabe:
amuleto que com ninguém divido.


JT

October 7th, 1:05pm

O FILHO DO PAI

Desapego congênito,
o herói foi omisso:
o maior defeito
quem herdou foi o filho.

Violento e fortuito:
nada mais.
Num piscar de olhos,
o filho é o pai.

As pedras, caminhos
que deixou para trás,
percorre sozinho
e sofre: ele jaz.

Sem família e amigos;
sem respeito, nem lar:
percorre o caminho
o filho do pai.


JT

(Imagem: Google)


September 13th, 11:19pm
Hipérbole

A tempo
A manhã vai despontar no horizonte.
Estrelas mil, e tudo longe.
Era madrugada em nós.

No tempo
Os pássaros acordaram a cidade;
Em todos os olhos, apenas saudade:
Plural de sonhos sob os lençóis.

Sem tempo,
Aceleração máxima e vai-se o dia.
Mas devagar, o sol dobra a esquina
(Aqui, espera exponencial).

Inteiro.
Santificados foram a hora e o dia.
Mas foi-se o tempo: passou a vida,
Ficou entre nós este silêncio mortal.


JT

Hipérbole

A tempo
A manhã vai despontar no horizonte.
Estrelas mil, e tudo longe.
Era madrugada em nós.

No tempo
Os pássaros acordaram a cidade;
Em todos os olhos, apenas saudade:
Plural de sonhos sob os lençóis.

Sem tempo,
Aceleração máxima e vai-se o dia.
Mas devagar, o sol dobra a esquina
(Aqui, espera exponencial).

Inteiro.
Santificados foram a hora e o dia.
Mas foi-se o tempo: passou a vida,
Ficou entre nós este silêncio mortal.


JT

September 2nd, 6:31pm 1 note
SETEMBRO

Nuvens de Agosto, o azul não consola;
É chegada a hora que há tanto esperamos:
Tênue transição para Setembro,
Outros tempos,
— Ingênua forma de fazer igual.

Sutileza nunca fora teu forte,
Ó, retorno do recalque em mim!
O sol da tarde não faz do Domingo
Risco menor que um impasse íntimo,
Silenciosa virtude de delito e profanação.

E que extrapolem todas as fronteiras!
Os limites do sonho são elípticos,
Vastos como as órbitas planetares.
Então, nuvens de Agosto, não me amparem;
Ansiedades, mazelas, ignorem-me:

O que é recalque em mim não voltou para ficar.


JT


Foto: Lagoa Rodrigo de Freitas - RJ

SETEMBRO

Nuvens de Agosto, o azul não consola;
É chegada a hora que há tanto esperamos:
Tênue transição para Setembro,
Outros tempos,
— Ingênua forma de fazer igual.

Sutileza nunca fora teu forte,
Ó, retorno do recalque em mim!
O sol da tarde não faz do Domingo
Risco menor que um impasse íntimo,
Silenciosa virtude de delito e profanação.

E que extrapolem todas as fronteiras!
Os limites do sonho são elípticos,
Vastos como as órbitas planetares.
Então, nuvens de Agosto, não me amparem;
Ansiedades, mazelas, ignorem-me:

O que é recalque em mim não voltou para ficar.


JT


Foto: Lagoa Rodrigo de Freitas - RJ

August 26th, 9:48am 1 note
Destino

Pouco de mim o que restou,
Aqui e agora tudo faz sentido;
Para o que há comigo não há nome,
Previsão de futuro - azar ou sorte,

Não há horizontes que me expliquem.


JT

Destino

Pouco de mim o que restou,
Aqui e agora tudo faz sentido;
Para o que há comigo não há nome,
Previsão de futuro - azar ou sorte,

Não há horizontes que me expliquem.


JT